À Velha Guarda...

Hoje dedico os meus dizeres à velha guarda... Não importa qual! A minha é aquela compostas pelos velhos amigos, uns que foram e não voltaram e outros que sempre voltam. Ontem, precisei de um favor e apelei para um dos membros desse grupo tão seleto: Marcelo Bodoco... Quando eu agradeci, ele me disse: "Isso é coisa para a Velha Guarda! Quando precisar, estamos aí!" Meu pai, contando coisas de antigamente também lembrou sua velha guarda.
Será que essa molecada de hoje vai ter sua velha guarda? Tenho um pouco de medo. Estou meio melancólica porque percebo uma adolescência muito apática consigo e muito alucinada com o mundo. Cria de uma era de exageros que cultua uma perfeição inatingível, e perde a beleza da troca, na amizade simples e descompromissada do colegial. Ainda bem que existe o período da faculdade, porque esse povo vai ter uma nova oportunidade de aproveitar esse tempo.
Hoje, está todo mundo adolescente até mais tarde... É melhor! A gente tem tanto tempo para ficar velho! E depois, não dá para voltar o tempo para trás. Daí, a gente só pode lembrar... Nessa hora que a Velha Guarda faz o seu papel mais importante no mundo: senta na mesa do boteco, abre uma cerveja gelada, lembra e morre de rir daquilo tudo que um dia foi!


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