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Mostrando postagens de março, 2020

SOLIDÃO E PEQUENAS ILUSÕES

A natureza pediu introspecção. Alguns reclamando, alguns adorando. Eu, sigo pensando. Um tempo para organizar. Organizar os pensamentos, organizar os sentimentos, organizar a vida. Mas... como sempre, os pensamentos soltos só estão me conduzindo a um lugar... E de músicas esquecidas da Ana Carolina, o aniversário de uma nova amiguinha querida e a ilusão do amor, a inspiração chega, devagarinho, tímida, sem muito espaço para expandir. Talvez ele leia, talvez não. Talvez ele leia e não conte, como o de costume. Mas, os olhos falam mais do que qualquer movimento do corpo. Pena que não ando vendo muito seus olhos...  Sempre chega a hora da solidão.  Sempre chega a hora de arrumar o armário.  Sempre chega a hora do poeta a plêiade. Sempre chega a hora em que o camelo tem sede.  O tempo passa e engraxa a gastura do sapato  E a gente não nota que a lua muda de formato.  (...)                    ...

QUARTA FEIRA DE CINZAS...

Mas é Carnaval  Não me diga mais quem é você Amanhã tudo volta ao normal Deixa a festa acabar  Deixa o barco correr Deixa o dia raiar Que hoje eu sou  Da maneira que você quiser... (Chico Buarque) Um pouco tarde para assoprar as cinzas, mas por um motivo nobre. Esse Carnaval foi diferente! Não teve bloco na rua, para mim... O Brasil em festa, mas minha quarta foi de tempestades e velas. Não há como descrever o paradoxo. A rainha da bateria desfilando, um conjunto máximo de energia, e "na frente do espelho, mas desaparecida, ela aparece na fotografia, do outro lado da vida..." (Caetano e Gil). Não foi Lindoneia. Dessa vez, foi Maria Terezinha. Não havia percebido, em mim, o impacto desse último ato. Da vida que levou e levada da vida, deixou um primo querido e mais muita gente triste. Triste por perder alguém, que nas suas peripécias, só pensava em se doar e ver a felicidade nos olhos dos outros, porque os seus mesmos, eram tristes. Lindoneia desa...