O FOGO
O amor é o fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
Entre Corintios (13 - 1:13), Camões e Renato Russo tem muita história...
Bom, as letras do fogo são Aleph, que você já
conhece da postagem sobre o amor, e Shin. Elas são letras mães (junto com Mem –
água), que significam respectivamente ar e fogo. Então, o fogo só poderá
existir com o ar. Bonito, né? Eu li num livro (mais da metade da juventude não
entenderá, porque nunca assistiram as primeiras temporadas de Malhação!) – Querem
saber mais? “As três letras mães”.
Chocou? Então aguarde...
A segunda letra: no meio das duas paredes a suportam e materializam o divino no mundo!
É ferida que dói e não se sente
Entre Corintios (13 - 1:13), Camões e Renato Russo tem muita história...
Atendendo aos anseios mais
vorazes, aplacando de vez essa disritmia, eliminando do contexto a amplitude catastrófica
dos cataclismas emocionais provocados pelo piado esganiçado dos cantores de música
sertaneja, da década de 90, rezando para tudo dar certo no final, ovacionando o
gerúndio como foma de aproximação do leitor ansioso, eu evoco: O FOGO!
Em clima de festa junina, deixemos
o amor de lado...
Pula a fogueira iaiá
Pula a fogueira ioiô
Cuidado para não se queimar
Pois essa fogueira já queimou o meu amor
Pula a fogueira ioiô
Cuidado para não se queimar
Pois essa fogueira já queimou o meu amor
Como tudo na natureza, o fogo é
paradoxal: dá a vida e destrói, com uma beleza inenarrável. Vocês já viram uma
casa de madeira pegando fogo? Posso até parecer meio psicopata, mas é bonito de
ver... Lembrei de um amigo querido, fascinado pelo fogo, para quem eu
perguntei: mas o que você sente? Ele me respondeu simplesmente: É bonito!
A vida é como a vela: para iluminar é preciso
queimar.
A vela que ilumina é uma vela alegre. A luz é alegre.
Mas a vela que
ilumina é uma vela que morre. É preciso morrer para iluminar.
Há uma tristeza
na luz da vela. Razão porque ela, a vela, ao iluminar, chora.
Chora lágrimas
quentes que escorrem da sua chama.
Há velas felizes cuja chama só se apaga
quando toda a cera foi derretida.
Mas há velas cuja chama é subitamente apagada
por um golpe de vento.
Rubens Alves
Um minuto de silêncio para
reflexão! Está ótimo! Já deu...
Bom, todo mundo já conhece o
poder do fogo, a beleza e a desgraça entrelaçadas em uma dança fantasmagórica
espectral, provocante, viva e colorida! Mas, quando será que o fogo se
transformou em metáfora? Mil metáforas... Acredito que desde sempre... mas
vamos aqui falar algumas coisas interessantes (e você se perguntando porque a
gente ainda não chegou na sacanagem.. Para eu entender o tal do fogo no c*.
Calma! Talvez você se surpreenda...)
Antes dos cristãos ortodoxos ficarem
brigando para identificar se o fogo sagrado era qualquer fogo ou era a luz que
brilhava sobre Jerusalém (por volta do século IX), o fogo já era sagrado para
um bando de gente... Os egípcios tinham o fogo desafiador da primeira prova para
aquisição da sabedoria de Isis, a deusa mãe de todos os seres viventes – “Nenhum
mortal jamais levantou o meu véu”, ela dizia, porque era impossível concluir o
desafio. Depois das provas dos quatro elementos, tinha uma prova surpresa, ou
seja, acabou o seu reinado virgem...
Opa! Ainda não está na hora de
falar disso... O fogo, nesse contexto egípcio significa explosão, instinto,
calor, vigor e vitalidade; cujo maior desafio era estabelecer o autocontrole. Maravilhosamente,
trabalhavam o paradoxo!
A casa do grego ou do romano obrigava um altar;
sobre esse altar devia haver sempre um pouco de cinza e carvões acesos. Era
obrigação sagrada, para o chefe de cada casa, manter aceso o fogo dia e noite.
O fogo de Hestia, a qual traz calor aos lares, afeto, foco, consciência. A
religião ordenava também que o fogo se mantivesse sempre puro, o que
significava, no sentido literal, que nenhum objeto impuro podia ser lançado
nele, e, no sentido figurado, que nenhuma ação maligna devia ser cometida em
sua presença. para acender esse fogo havia ritos que deviam ser observados escrupulosamente.
Sobretudo, devia-se evitar o uso de pedras e metais para consegui-lo. A única
maneira permitida consistia em concentrar sobre um ponto qualquer os raios do
sol, ou esfregar rapidamente dois pedaços de madeira de determinada espécie
para conseguir uma fagulha, ou seja, modus
primitivus (não, não é latim, mas parece...)
Era o fogo que enriquecia a
família. Os gregos chamavam ctésios
ao deus da riqueza. Precisavam que essa divindade se mantivesse robusta, então,
ofereciam a ela ramos aromáticos, vinho quente da Grécia, óleo, incenso e
gordura de animais. O deus recebia essas ofertas, e as devorava; satisfeito e
radiante levantava-se sobre o altar, e iluminava com seus raios a seu adorador.
Só uma pausa para outro momento de reflexão... Não
estou inventando, está escrito no livro (Cidade Antiga – Coulanges):
“Ó divindade, protetora desta
casa, pela última vez inclino-me diante de ti e te dirijo minhas preces, porque
vou descer para a região dos mortos. Vela sobre meus filhos, que não terão mais
mãe; dá a meu filho uma esposa amante,
e à minha filha um esposo nobre.
Faze que eles não morram como eu, antes da idade, mas que tenham existência longa,
e cheia de felicidade.”
Sem comentários... depois é um
tal de “maria chuteira para cá”, “maria gasolina para lá”, “princesa da Disney”...
Desde de quando... desde quando!!!!? Desde sempre... Mas, melhor combinação: amantes
nobres!
Fogo sagrado, como dizia meu
bisavô: muito bonito, muito bonito, mas vamos embora! Ok... Fogo bonitão,
grandão, cheio dos aromas... Mas a que custo, pessoal? A que custo? Esqueceu do
Prometeu? Ah! Na verdade, nunca ouviu falar? Ah! Já ouvi esse nome, mas não
lembro direito... É um filme! (Essa fala, quem está lendo já vai saber que é
para si... Não citarei nomes aqui!).
No mito, Prometeu ensina os
homens a pensar, iniciando-os em muitas artes, como a astronomia e a utilização
das estrelas como guias para a navegação dos mares. Porém, o que faz o marginal
inebriado com a humanidade: rouba o fogo dos deuses do Olimpo (sabe de quem eu
estou falando, né? Mr. Z.), ensina os homens a cozinhar e manterem o calor.
Fala aí, como Zeus reagia quando alguém pegava uma coisa sua? Zeus pune seu delito acorrentando-o no alto de
uma montanha, onde um pássaro passa a devorar seu fígado que, continuamente se
regenerando, torna-se eterno alimento para a ave.
História linda. Comovente!
E não parou por aí, porque a
fúria de Zeus era cabulosa! Hefesto é
chamado, porque possui o fogo da forja, da criação, para criar uma linda mulher
a partir do barro, para quem deu o nome de Pandora, cuja missão era casar-se
com Epimeteu (esse nome significa “reflexão tardia”, ou seja, “o trouxa”),
irmão de Prometeu. Dá a ela de presente uma caixa... e o resto da história você
já conhece. Se não conhece, joga no Google.
Na Grécia tem bastante fogo! O fogo de Ares,
deus da guerra, que mata, fere, dói, separa, discrimina; o fogo de Hermes,
sutil, mercantilista; o de Afrodite, que nos revela a paixão; o de Eros, o
amor; o de Hades, que opera no inconsciente; o de Zeus, impetuoso, impulsivo e
impiedoso como o raio. Mais tarde, mesmo sem todos esses cultos, o fogo
sagrado manteve-se como o atributo divino mais acessível ao homem; intermediário
entre o físico e o metafísico, quando se transforma em Vesta, a deusa virgem; não
representava no mundo nem a fecundidade, nem o poder; era a ordem, mas não a
ordem rigorosa, era a ordem moral - uma espécie de alma universal.
Aparece no Oriente, sob as leis
de Manu. O brâmane tem o seu lar, que deve manter aceso dia e noite; cada dia e
cada noite ele o alimenta com lenha; mas, como entre os gregos, o hindu só o
pode fazer com determinadas madeiras, indicadas pela religião, derrama sobre
ele um licor fermentado, chamado soma. Entre os hindus essa divindade do fogo
comumente chama-se Agni.
Olha que legal, normalmente Hades é relacionado ao inferno,
mas isso é intriga da oposição. Ele é o deus grego do submundo, do reino dos
mortos, que, no caso, ficava nos campos Elísios, no canto mais sombrio da
Terra, para onde vão as almas dos mortos. Nem tem fogo lá, porque, se você
entender o sombrio, é onde não tem luz, ou seja... Só por curiosidade, na
mitologia romana, ele é chamado de Plutão, e contém toda a riqueza do mundo, em
forma de metais preciosos. Lembra da Perséfone, que foi dar um rolê no submundo?
Não me lembro dela ter passado por labaredas de fogo...
Na Índia antiga (século VI a. C.) também: os
justos passavam pelo fogo (literalmente, os mortos eram queimando em enormes
piras), os suficientemente merecedores passavam pela fumaça e os
irremediavelmente maus, pela estada infernal – mundos sem sol, recobertos pela
treva absoluta, onde suas almas eram mortas. Para saber mais: :O Nascimento do Purgatório – Jacques Le Goff )
Por isso, gente, eu falei para a
minha mãe: quero ser cremada e jogada no mar Egeu! Afinal, estou querendo ficar
ali no primeiro time...
O moçada, o fogo do inferno é uma
mistura louca de várias coisas, porque, como deu para perceber, o submundo é
sombrio. A palavra “Inferno” tem sua origem na palavra latina, antes do
cristianismo inferus, que
significava “lugares baixos”. A palavra se modificou e se transformou em infernus, e na bíblia foi usada para
substituir sem distinção os termos gregos Hades e Geena, e o
hebraico Sheol, todos
relacionadas de alguma forma ao submundo ou mortos, ou seja, maior confusão.
Hades e Sheol significam a mesma
coisa, que a gente pode traduzir como sepultura. Já Geena, era o nome do “vale
de Hinom”, um lugar que ficava próximo de Jerusalém, usado como depósito de
lixo. O fogo era mantido constantemente aceso para queimar todos os detritos. O
que não era destruído pelo fogo era consumido por larvas. Por exemplo, em Marcos 9:47, 48, “onde o
gusano [ou verme] nunca morre e o fogo não se extingue”, Jesus estava se
referindo a Geena ou às condições no vale de Hinom; em Isaías 66:24: “E
realmente sairão e olharão para os cadáveres dos homens que transgrediram
contra mim; pois os próprios vermes sobre eles não morrerão e o próprio fogo
deles não se apagará.” A ilustração de Jesus descreve, não a tortura, mas uma
aniquilação total. Os vermes e o fogo consomem cadáveres, e não pessoas vivas.
Bom, voltemos à luz! E eu tenho
certeza que você está perguntando: Cadê a safadeza? Que horas que começa a
sacanagem? Afrodite e Eros, culpados!
Já falei na outra postagem sobre
a formação da palavra fogo, lembra? Se não leu, corre lá... Pelo menos
purificará um pouco essa alma impiedosa... Comecemos de leve a entrar nesse
contexto mais libidinoso...
Novamente, o termo em hebraico
que designa fogo, mas agora com mais forma, mais cor e muito mais informações!
Você já sabe que “Mulher”, se escreve assim: אשה (‘ishah) e “Homem”,
em hebraico se escreve assim: איש (‘iysh). Você também sabe que
retirando o masculino e o feminino da palavra: אש (‘ash) ->
que significa: Fogo. O que me faz concluir que o fogo é unissex.
Outra coisa legal é a união do
masculino e do feminino
Outra coisa legal é a união do masculino e do feminino
Na tradição mística judaica, o Yod, - essa letra
pequenininha, que parece uma apóstrofe, no meio da palavra homem - representa
um mero ponto, um ponto divino de energia. Como Yod é usado para formar todas
as outras letras, e uma vez que Deus usa as letras como os blocos de criação,
Yod indica a onipresença de Deus, é considerado o ponto de partida da presença
de Deus em todas as coisas.
Já a letra feminina, o Hei, Hey é um retrato da presença de
Deus dentro do coração humano e uma espécie de artigo definido que aponta para
o objeto e o torna concreto. Como a palavra YHVH (Javé, Jeova, ou como você
preferir) possui as duas presenças marcadas pela conexão do Vav - Juntando-se
os céus e a terra implica a conexão entre as questões espirituais e terrenas, a
força de conexão de Deus, o divino "gancho" que une o céu e a terra. Daí,
algumas traduções indicarem o significado “janela para a cabeça e janela para a
alma”, quando descrevem o significado do tetragrama.
Então, segundo a tradição, ao juntarmos o fogo, o masculino
e o feminino, teremos a materialização do divino. Se tirarmos o feminino e o
masculino do ser humano, sobra só fogo, ou seja, só ímpeto. Daí a frase do
apóstolo Paulo, que manda a galera casar para não se abrasarem. Mas aí, o pessoal já exagera nas traduções e coloca
elementos estranhos ao texto como: casamento, fogo destruidor, fogo consumidor,
etc... Não gente, a tradução mais adequada é união e fogo. Só!
Isso porque, o casamento monogâmico é uma invenção do século X. Durante o
Sacro Império Romano Germânico, as sociedades urbanas romanas e as sociedades
rurais germânicas e eslavas tinham nas uniões entre homens e mulheres, o
resultado complexo de interesses políticos e econômicos, os quais são
gradativamente alterados, em razão de uma fortíssima evangelização. Desde 911,
o amor era visto como subversivo, como destruidor da sociedade.
"Amor: desejo que tudo tenta
monopolizar; caridade: terna unidade; ódio: desprezo pelas vaidades deste
mundo." Esse breve exercício escolar, escrito no dorso de um manuscrito do
início do século XI, exprime bem o conflito entre as concepções pagã e cristã
do casamento.
Para os cristãos, o termo
caridade exprimia, com o qualificativo "conjugal", um amor
privilegiado e de ternura no interior da célula conjugal. Esse otimismo
aparecia em determinados decretos pontificais, por meio de termos como afeto
marital (maritalis affectio) ou amor conjugal (dilectio conjugalis). Evidentemente,
o ideal cristão era abrir mão dos bens deste mundo desprezando-os, o que
constituía um convite ao celibato convencional.
Entenderam? É daí que o pessoal fala muito: quem
casa não transa! Quando o amor se manifestava, atrapalhando a “paz” conjugal,
ele só podia ser adúltero; ou assumir a forma de um estupro, maneira de tornar
o casamento irreversível, ou de um rapto mais ou menos combinado entre o raptor e a
"raptada", a fim de ludibriar a vontade dos pais: Tristão e Isolda –
icônico. Guilherme, o Conquistador, que tomou a Inglaterra em 1066, tinha o
codinome de bastardo, por ter nascido de uma união desse tipo. Ou seja,
mudou tudo!
A união carnal, consequência do
consentimento entre um homem e uma mulher (e não várias), é o espaço de
santificação dos esposos. O ideal de monogamia, de fidelidade e de
indissolubilidade tornou-se tanto mais possível porque no final do século X
desapareceu a escravidão de tipo antigo, nos países mediterrâneos. Um novo
espaço se abria para o casamento cristão, graças ao surgimento do concubinato
com as escravas, que não tinham nenhuma liberdade.
Outra história bonita de amor! A
humanidade está cheia de histórias bonitas! Olha o bafo do próximo parágrafo:
Alemanha, pá! Cristalizou a
união! Já a França... Hummm... França! País dos amantes inveterados!
Ema, esposa traída do duque da
Aquitânia, Guilherme V, vingou-se de sua rival mandando que ela fosse violada
por toda sua guarda pessoal. Berta, filha do rei da Borgonha, mal tendo
enviuvado, pousou seu olhar sobre o jovem Roberto, filho de Hugo Capeto, para
fazer um casamento hipergâmico.
Casamento hipergâmico não é a
evolução da poligamia não, heim!!! Cérebro sujo!! Casamento hipergâmico é casar
com alguém de uma casta diferente da sua. Patricinha Gleba Palhano com morador
de barraco na invasão do São Jorge! Tranquilo...
Claro que, depois desse absurdo
total, ficou mais fácil assimilar a ideia de um amor conjugal de caridade
(dilectio caritatis), contra o amor de posse (libido dominandi). Dessa
forma, da concepção do amor como subversivo e criador de morte passamos à de um
amor construtivo, promotor de vida. Em consequência, o elogio da virgindade
passou a ser mais e mais preponderante, a ponto de fazer triunfar uma visão
pessimista do casamento.
Nossa, parece que a gente não
mudou nada em mil anos! Agora dá para entender melhor a música da Rita Lee: “Amor
é latifúndio, sexo é invasão. Amor é divino, sexo é animal. Amor é Bossa Nova,
sexo é Carnaval!”
Cultura inútil: aquele gesto que
o Spock faz no filme... Tcharam! É o Shin!
Shin, em hebraico, tem sua tradução como "dente".
O dente é, em teoria, uma das partes mais duras do Homem (continuando a existir
durante muitos anos após o individuo estar morto e enterrado), assim como o
Espírito e a Força de Vontade deveriam também ser. Os dentes cortam e preparam
a comida para uma melhor digestão. De maneira semelhante, a humanidade adapta e
transforma a energia espiritual em Força de Vontade, impulsionando assim sua
evolução.
No tarô, a carta correspondente a letra Shin é a do
Julgamento. Opa! Fez todo sentido para vocês? Para mim, sim!
Enfim, depois da virgindade o
sexo. E nada mais apropriado que terminar esse imenso texto com o sexo em
hebraico. Finalmente... você deve estar pensando. E eu não sei se é: finalmente
acabou, ou finalmente a sacanagem chegou!
סקס
Palavra curta, que lida em
qualquer sentido continua a mesma... Interessante isso!
A primeira letra, duplicada:
A raiz da palavra Samekh significa "apoiar-se", "defender", ou " suportar, apoiar." Estando dos dois lados da palavra, podemos entender que ela forma um muro, ou um escudo, como era traduzida nos tempos remotos. De acordo com o Chaz'l (sábios), Samekh é dito representar a espiral sem fim e sempre ascendente da glória de Deus no universo. Este ciclo é insinuado no divino (seder) da criação. Por isso que, quando manuscrita, ela forma um círculo. A letra Samekh é representada como Yod - Hey no sistema de numeração hebraico, que é também um dos nomes sagrados de Deus, ou seja, a luz da presença abrangente de Deus no mundo.
Chocou? Então aguarde...
A segunda letra: no meio das duas paredes a suportam e materializam o divino no mundo!
O significado: imitação, envolvente ou macaco; ou buraco da
agulha, em aramaico (naquela passagem bíblica do camelo). Aí você diz, nada a
ver! Calma... calma...
Na Kabbalah, macaco representa não apenas o homem primitivo
e que imita, mas a lua e as ilusões do mundo. Tanto que Qayin e Abel
representaram o tipo de almas em que os homens foram divididos, a partir de
Adon (que também significa homem). Acredita-se que o nível intermediário entre
o homem e o animal é o macaco, que forma um elo para ensinar ao homem
aproveitar cada uma das qualidades que Deus apresentou em cada um dos animais.
O significado referente à envolvente é “ o que engloba toda
a luz”. As luzes ao redor, ou em círculos, significam os níveis inferiores da
realidade, ou melhor, os níveis naturais de manifestação entre duas coisas que
se tocam. “A elevação da sensação física do toque, sob a luz infinita que
envolve o mundo”.
Lindo, lindo, lindo! Essa letra, dependendo do
mês, também representa a embriaguez, e em outro o riso – tem um texto muito
legal: Hayk’la Arazuta D’Quedmá
A carta que representa a letra Qof no tarô é a Torre.
Esta carta é inspirada na Torre
de Babel a qual na sua lenda diz que foi criada por descendentes de Noé após o
dilúvio, mas sem a aprovação de Deus. A vontade Divina era a de que o
homem se espalhasse pela terra e aumentasse a sua descendência, mas eles foram
ao contrário desta vontade e resolveram criar uma torre gigantesca onde todos
pudessem morar nela. Como castigo, Deus fez com que eles começassem a falar
línguas diferentes e devido a falta de entendimento, não puderam concluir a
construção da Torre.
Um vídeo de uns caras que eu amo, no canal “Conhecimentos
da Humanidade” – Conhecendo a carta da Torre.
Bom, é isso amores e amoras... O sexo é a manifestação do
desejo natural, sustentado pela luz da presença de Deus no mundo. Em português
mais correto: vai pra casa com o cruch (paredes), abre um vinho (embriaguez),
dá bastante risada (risos) e manifeste seu desejo mais gutural de forma
iluminada!
Um beijo no coração e até o próximo assunto importantíssimo!




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