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Mostrando postagens de junho, 2019

ESTAR SÓ... QUERENDO ESTAR...

Um dia, ela acordou e percebeu que podia ser feliz sozinha! Isso, sim, era uma descoberta interessante... De repente, passou a bastar o por do sol e uma música preferida no rádio. Um filme clássico também satisfazia e tomava seu tempo, antes dedicado a mirabolantes bobagens, que insistiam em dançar no seu cérebro carente de atenção. Hoje, era o que era. Ontem passou e deixou lembrança boa. Amanhã, não sei... Mas sem grandes preocupações a respeito do que fazer, porque: ela pode fazer o que quiser... Sem amarras, sem crítica, amoral! O silêncio, agora, era interno... calmo... Mesmo com todas as crianças animadas e felizes, na festa junina, ela estava em silêncio. O medo passou. O medo da solidão, o medo do desconhecido. Era como andar na caçamba de uma caminhonete, com o vento emaranhando os cabelos, gosto de terra no ar, liberdade. E tudo isso para dentro. Uma sensação de leveza. Agora dava para entender "de alma limpa". Agora dava para entender "isso é o que eu que...

TO BE OLD...

Interessante compartilhar momentos mágicos de conversa entre velhos. Começa sempre uma reclamação sobre as juntas, seguida do clima. Logo encontram um ponto comum: a perda dos óculos, a queda do degrau do ônibus, a falta de vista... E veem um jovenzinho, que serve de bode expiatório para sua falta de juventude! Interessante o diálogo dos velhos... Para os mais animados, a vida segue com mais glamour. Nostalgia dos tempos áureos, quase declamam em desespero sua participação nas festas elegantes, a chegada do cinema ao Brasil, os jogos na praça... E a releitura em memória viva-cor de uma vida que não volta... E veem um jovenzinho que serve de guia para sua falta de autonomia. Interessante o comportamento dos velhos... E por algumas horas felizes, em jantares dançantes à moda antiga, retornam ao jovem dentro de si, mas ele está cansado. E só sobram dentro de si, perdem-se dentro de si, foram-se antes de ir. Interessante o caminho dos velhos...