ESTAR SÓ... QUERENDO ESTAR...
Um dia, ela acordou e percebeu que podia ser feliz sozinha! Isso, sim, era uma descoberta interessante... De repente, passou a bastar o por do sol e uma música preferida no rádio. Um filme clássico também satisfazia e tomava seu tempo, antes dedicado a mirabolantes bobagens, que insistiam em dançar no seu cérebro carente de atenção. Hoje, era o que era. Ontem passou e deixou lembrança boa. Amanhã, não sei... Mas sem grandes preocupações a respeito do que fazer, porque: ela pode fazer o que quiser... Sem amarras, sem crítica, amoral! O silêncio, agora, era interno... calmo... Mesmo com todas as crianças animadas e felizes, na festa junina, ela estava em silêncio. O medo passou. O medo da solidão, o medo do desconhecido. Era como andar na caçamba de uma caminhonete, com o vento emaranhando os cabelos, gosto de terra no ar, liberdade. E tudo isso para dentro. Uma sensação de leveza. Agora dava para entender "de alma limpa". Agora dava para entender "isso é o que eu que...