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Mostrando postagens de janeiro, 2021

ENTRE OUTROS POEMAS...

Janelas Nessa horas, experimento a solidão.  Nenhuma alma presente! A penas carros, que passam ao longe, com ruídos insanos  de quem precisa provar pro mundo o que possui.  Estilhaços de gente acendem p equenas janelas nos prédios.  Somos pequenos lances luminosos solitários  que se unem pelo simples fato de estarmos sós.  Sem voz ou lágrimas, a penas só.  Uma taça de vinho, e  só. Fulguras internas frívolas s e dissipam em pensamentos baixos - a quele que o padre condenou na confissão, m as não saem da cabeça -, a penas só...  Dedos vorazes compensam, o u não, p orque o vazio se espalha  na noite barulhenta da cidade.  Estou só e fico só. De tanto só, n ão sei como não ser.  Sem perceber, o dia reluz, e  só posso ver derreter a máscara que me pus ontem.  Não era eu, essa também não sou.  Sobra-me o nada de ser tudo isso incompreendido, p or mim e pelos outros.  Se nem de mim tenho a certeza de ser-me, n ão ...