EM FRENTE E AVANTE!




Encontrar um caminho é difícil? Estabelecer uma rota, chegar a algum lugar... Mas ninguém falou que ia ser fácil! Mais fácil é se perder no mundo, recheado de informação vinda de todos os lugares, cheia de avaliação dos outros sobre quem você é. Mas, até que ponto é possível seguir, tomando decisões solitárias? Qual a vantagem de uma experiência, sem vivenciá-la com os outros? 

Como eu me vejo no mundo, ou como sou visto pelo mundo? Sou capaz? Sou justo? E os meus filhos? E os meus pais? Meus amigos? Se existem verdades, como poderei encontrá-las? Chega um ponto em que não é mais possível seguir só. Entramos em um movimento circular, como um cachorro que corre atrás do próprio rabo. E, às vezes, ainda, parece que estamos fora do nosso próprio corpo, vendo a vida passar. Imóveis. Sem coragem ou sem saber como agir. 

Procuramos ajuda em qualquer pessoa, em qualquer coisa, e o desespero vai tomando uma forma “quase viva”. Precisamos de uma solução, qualquer solução. Porque, nesse instante, somos dois: um que pensa e um que age. Ou melhor, que não age.  E você vai dizer: “Eu explico e o outro não entende!”. O outro não entende porque é necessário viver, é necessário sentir com o próprio corpo, sentir com o próprio ser. E, aí, você passa a lidar com o impossível. 

Ok, está certo, existe o impossível, mas “Dentro do impossível, o que é possível?”. É preciso inventar alguma coisa para colocar no espaço ocupado pelo vazio da falta de resposta. 

Aí choramingando... pedindo milagre... Milagre para o processo penoso que é a vida? Não! 

Eu peço que se lembre: Sempre é possível vislumbrar um futuro melhor, quando os problemas enfrentados impulsionam a criação de novos mundos. O futuro não está pronto. E você, está pronto para o futuro? 

Otimismo e esperança? Não sejamos ingênuos. Ideias perdidas, fora do campo da realização, só geram mais e mais frustrações. É preciso um posicionamento: onde estou na minha condição de existência? A vida se dá exatamente pela modificação, pelo movimento, e não pela permanência no mesmo. 

Devemos, então, oportunizar o “inédito-viável”, ou seja, aquilo que está presente, mas ainda não surgiu. Não está no mundo. E só depende da gente mesmo... Não tem corda mágica, tapete voador, mega-sena, que dê conta do milagre. 

Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima... 




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